Designer cria série pintando de preto a pele de personalidades e nos questiona: E se?

031005 What If Carmen Miranda - Henrique Steyer (GG)

What If? Carmen Miranda – Henrique Steyer

Por que existem tão poucos negros ocupando posição de poder em nossa sociedade? E se nossas principais referências fossem negras?  Foram estes questionamentos que inspiraram o designer Henrique Steyer a criar a série What if? (E se? Em tradução literal). As obras apresentam personalidades, artistas e chefes de estado brancos, com a pele pintada de preto.

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Matias e o boneco Finn/ Reprodução internet

A série nos impressiona pela originalidade e beleza estética, mas sobretudo nos convida a pensar: e se todos os padrões de beleza que costumamos reconhecer na verdade não existissem?

031018 What If Wonder Woman - Henrique Steyer (GG)

What if? Wonder Woman – Henrique Steyer

Um exemplo da importância de toda pessoa se sentir representada aconteceu no início deste ano, quando a historiadora Jaciana Melquiades comoveu as redes sociais ao postar a foto de seu filho Matias, de apenas 4 anos, ao lado do boneco Finn, de Star Wars – O despertar da força. O boneco – representação do personagem negro – fez com que o menino se espelhasse, mesmo ser ter assistido ao filme.

E é exatamente sobre essa representatividade que trata What If? Quando nos mostra, por exemplo, a mulher maravilha negra, a série sugere que a cor de pele não deve ser um requisito para que as pessoas – sobretudo crianças e jovens em formação de identidade – sintam-se belas e representadas.  A carência de personalidades negras em cargos de destaque, principalmente na política, nas artes e na mídia, faz com que nos acostumemos com um padrão que na verdade não existe ou não deveria existir.

031012 What If Superman - Henrique Steyer (GG)

What if? Superman – Henrique Steyer

A ideia para a série What If? surgiu quando Henrique estava em um éden natural banhado pelo mar do Caribe, na República Dominicana. Hospedado em um resort que recebe visitantes de todos os cantos do mundo, ele começou a prestar atenção no Royal Service do lugar, onde uma casta abonada de brancos era servida incansavelmente por uma equipe de negros, muitos deles oriundos do Haiti ou de países africanos. A situação se tornou desconfortável quando percebeu que alguns desses brancos endinheirados tratavam os funcionários do local como se fossem robôs, maquinas de servir.

A partir de então Henrique começou a se questionar: em que ponto de nossa história antiga se estabeleceu que havia uma raça superior à outra? Que espinho é esse cravado em nossa sociedade que até hoje não foi arrancado?

“Negros podem alisar os cabelos, pintar de loiro, usar lente de contato…tudo porque a mídia e a indústria fazem parar interessante ser branco. E o processo inverso? Como funcionaria? Não há nada de degradante nisso. Uma ferida aberta na história da humanidade que parece não cicatrizar. Um assunto tão ultrapassado e que ainda persiste, comprovando o quanto ainda somos primitivos e me fazendo, por vezes, ter vergonha do mundo em que vivemos”, diz Henrique.

E completa: “Infelizmente, nossa cultura ainda acha bonito ser branco e caucasiano. O negro continua associado ao período escravagista e cabe a nossa geração mudar isso. Urgentemente”.

Steve McCurry e a Menina Afegã (1984)

a-menina-afegãCom a imagem que ficou conhecida como “A menina afegã”, o fotógrafo americano Steve McCurry elevou a fotografia a seu ponto auge: transformou um rosto desconhecido em familiar. Deu voz, contexto e notoriedade para todo um povo através de uma única imagem. A foto tornou-se um símbolo do conflito afegão e da situação dos refugiados ao redor do mundo.

Mesmo que você tenha visto apenas uma vez a fotografia de McCurry, o olhar da menina afegã, provavelmente, tornou-se familiar e ficou guardado em sua memória.

Durante a guerra soviética no Afeganistão, muitos órfãos tiveram que migrar para um campo de refugiados no Paquistão. Entre eles, estava Sharbat Gula, de aproximadamente 12 anos.

McCurry foi um dos fotojornalistas enviados para cobrir o conflito da região. Diante da rara oportunidade de fotografar mulheres afegãs, ele registrou o retrato de uma jovem com olhos de um verde marcante: Sharbat Gula.

Gula ficou órfã durante o bombardeio da União Soviética no Afeganistão e foi então enviada ao campo de refugiados Nasir Bagh, em 1984, ano que a fotografia foi tirada. A imagem foi capa da edição de junho de 1985 da National Geographic e se tornou a fotografia mais famosa da história da revista.

Espantosamente, a identidade da garota fotografada permaneceu anônima por quase vinte anos, quando finalmente uma equipe da NatGeo iniciou uma busca e reencontraram Gula.

A confirmação da identidade proporcionou um encontro entre ela e McCurry, que fez o seu retrato mais uma vez. Foi a primeira vez que Gula visualizou sua imagem fotografada. A afegã já estava com mais de 30 anos.

Em entrevista para a National Geographic, McCurry falou da foto que o tornou conhecido no mundo todo:

“Nunca decidi ser um fotografo de guerra, mas tenho enorme interesse no modo como os conflitos afetam as pessoas. Não importa o lugar, nossa reação é a mesma: sempre somos capazes de nos recuperar. Está na natureza humana seguir em frente. Não há como prever uma foto assim. Às vezes a gente trabalha um mês inteiro e não consegue nada. Mesmo depois de tanto tempo de profissão, ainda não sei como captar uma imagem que fique gravada na memória coletiva. Tudo o que faço é seguir minha intuição.”

Morte de um Miliciano – Robert Capa

morte-de-um-miliciano“Se tua foto não está boa é porque você não está perto o suficiente” (Robert Capa)

Robert Capa é um dos fotógrafos de maior importância da história. Nascido em Budapeste em 1913, consolidou sua carreira como célebre fotojornalista de conflitos armados na primeira metade do século XX.

Endre Friedmann, seu nome de batismo, se transformou em Robert Capa após se mudar de Budapeste para Paris e passar por dificuldades financeiras. Decidiu então que um nome norte-americano o ajudaria a conseguir melhores pagamentos para suas fotografias.

Capa foi o responsável pela criação do imaginário visual da guerra na sociedade e tornou-se a personificação do fotojornalismo, com imagens que misturam a crueldade dos conflitos com o fascínio de poder contemplá-las. Conhecido principalmente por colocar sua própria vida em risco para estar o mais próximo possível dos acontecimentos, Capa cobriu, entre tantas, a Segunda Guerra Mundial e suas imagens, feitas na batalha da praia de Ohama, serviram de base para a reconstrução do filme O resgate do soldado Ryan.

Mas, entre tantas coberturas de guerra importantes, a foto mais conhecida de Capa é a intitulada Morte de um miliciano, feita durante a Guerra Civil espanhola e publicada em 1936 na revista francesa Vu, sendo republicada no ano seguinte na Life, ganhando repercussão internacional. A imagem mostra o momento exato que um combatente é alvejado em conflito.

Esta fotografia até hoje é considerada uma das mais famosas imagens de guerra de todos os tempos. No entanto, é também uma das mais controvérsias, com longa lista de especialistas que afirmam ser uma montagem.

Há várias versões contra e a favor da imagem. A primeira dúvida sobre sua autenticidade foi levantada nos anos 70, por Philip Knightley, no livro The First Casualty, porém, quando a aparente identificação do homem alvejado aconteceu, quase 20 anos depois, as dúvidas pareciam ter desaparecido.

Todavia, o próprio Capa contribuía para as controvérsias, contando diferentes versões sobre a imagem. Certa vez, em entrevista para a WNBC, afirmou: “A foto rara nasce da imaginação dos editores e do público que vê”.

Fato é que o fotojornalista testemunhou os horrores de cinco guerras e marcou seu nome na história da fotografia. Capa morreu em maio de 1954, quando cobria a Guerra da Indochina e pisou em uma mina terrestre. Conta-se que seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas, mas a câmera permanecia em suas mãos.

Homem EnfrentandoTanque na Praça da Paz (1989)

homem-enfrenta-tanquesNa manhã de 5 de junho de 1989, enquanto o Exército Vermelho controlava completamente Pequim, o fotógrafo Charlie Cole capturou uma das imagens mais marcantes do século XX: o ato de desafio, desespero e coragem do jovem que, desarmado, se colocou à frente de uma fileira de tanques blindados que se deslocavam em direção a Tiananmen.

Como o homem travou a passagem e permaneceu defronte o tanque, o blindado nada pode fazer a não ser desligar o motor. O jovem então, em outro ato desesperado, sobe ao tanque e pronuncia algumas palavras direcionadas ao condutor.

A foto capturada por Cole do alto de um apartamento foi publicada na revista Newsweek e ganhou o World Press Photo daquele ano e o Prêmio Pulitzer de 1990.

Em 1998, a revista Time, apontou o homem do tanque (o jovem nunca foi identificado) como uma das 100 pessoas mais influentes do século XX e a Life classificou a imagem como uma das 100 fotografias que mudaram o mundo.

Ainda hoje, o momento eternizado por Cole é reconhecido como um ícone na luta por liberdade e paz.

Em entrevista concedida à BBC, o fotógrafo falou sobre a imagem que mudou a sua vida: “ Para o meu espanto, o tanque que vinha na frente parou e tentou contornar, mas o rapaz se colocou na frente dele de novo. Finalmente a polícia secreta o pegou e o levou consigo. Stuart e eu nos olhamos um tanto incrédulos do que acabávamos de ver e fotografar”.

Fotografia de Moda

068-002-Red-Buterfly-02-André-Schiliró-GA matéria prima das fotografias de moda é a mais natural e antiga de todas: a forma humana. As fotos desta categoria são quase sempre altamente estéticas. Independente da locação – estúdio, mansão ou canteiro de obras – este gênero tende a produzir belíssimas imagens por ser o retrato, literalmente, do mais genuíno dos temas.

Os primeiros trabalhos que retratavam primordialmente a beleza humana foram feitos dentro de um contexto derivado das Belas Artes. Além do que, surgiram como uma forma de adaptação às limitações técnicas da fotografia na época: a necessidade de longas exposições forçava as modelos a adotar poses estáticas.

E, embora o modo como a modelo estava vestida merecesse grande atenção na época, este quesito só passou a ser fundamental com o surgimento da fotografia de revista, que se desenvolveu paralelamente ao crescimento do consumismo, fazendo as próprias roupas se tornarem o tema principal da imagem. Assim, a fotografia de moda é fruto da indústria de revistas e foi fundamental para o estilo de vida que era definido por exclusividade, privilégio, requinte e aspiração à riqueza.

Atualmente, as imagens criadas por fotógrafos de moda têm uma conexão tão forte com o público que contribuem para mudar as tendências que sustentam a sociedade. O mais impressionante neste tipo de trabalho é a habilidade que grandes profissionais possuem de entrar em sintonia com a moral e com o clima intelectual, cultural, ético e político de um determinado período histórico. Estudar fotografia de moda é conhecer costumes de uma época. Essas fotografias são um registro histórico de nosso tempo e é isso que as faz tão interessantes!

Um bom treino para que você se habitue a esse tipo de trabalho é encontrar uma locação interessante e fazer uma seção simples, usando diversas peças de vestuário, modificando cabelo e maquiagem do modelo (que pode ser um parente ou amigo). Escolha lugares diferentes e coloridos que combinem com as roupas e o tipo de moda que você pretende retratar.

Para praticar, procure manusear diversas revistas especializadas no gênero. Escolha uma dessas publicações e faço um boneco de revista usando suas próprias fotos. Assim você pode descobrir quais seus pontos fortes e fracos. Mostre o boneco para pessoas do seu convívio para obter opiniões e sugestões.

Estude o máximo possível os editoriais de moda e lembre-se de tirar fotos que funcionem em conjunto e que fiquem bem quando colocadas em páginas que contém texto.

É interessante também trabalhar a comparação e o contraste. Por exemplo, uma modelo trajando seda pode ser caracterizada em contraste a um vasto complexo industrial escuro, marcado pela ferrugem. Unindo duas coisas que nunca são vistas naturalmente juntas você está orquestrando um drama e caracterizando a fotografia.

No caso de locações que completem a roupa, como um biquíni em uma praia do Caribe, o resultado é uma narrativa implícita e corre-se o risco do resultado ser previsível. Lembre-se de, sempre que possível, acrescentar elementos inesperados a cena.

(Referência bibliográfica: O fotógrafo completo – Tom Ang// 3º Edição)

Luz e Poesia – Rafael Benevides

rafael-benevidesRafael Benevides é um conceituado fotógrafo brasileiro, com mais de 20 anos de experiência. Em 2011, foi lançado pela Editora Photos seu livro Luz e Poesia – Inspiração na fotografia de casamento, que foi o primeiro da editora a seguir uma tendência europeia, de apresentar obras que trazem fundamentalmente imagens, com o intuito de inspirar e despertar uma visão crítica no leitor.

O livro nos traz fotografias que foram escolhidos a dedo pelo autor em um cervo de oito mil fotos. Ele conta ainda com dicas de foto e direção, além de todas as imagens virem acompanhadas de dados técnicos como equipamento, luz e configurações da câmera.                                   

O mais legal da obra é projetar para o leitor a busca do novo, do princípio da incerteza, que é repleto de possibilidades.

Fotografar é mostrar-se, expor pontos de vista e peculiaridades. Luz e Poesia te inspirará a fazer isto com confiança e beleza. Vale muito a pena a leitura!

Che Guevara por Alberto Korda (1960)

che-guevaraChe Guevara, o mais importante guerrilheiro da Revolução Cubana, é também o rosto estampado em uma das fotografias mais reproduzidas do mundo.

A imagem foi feita no dia 5 de março de 1960, em Havana, durante um memorial em homenagem às 136 vítimas de uma explosão em um barco na cidade. O fotógrafo Alberto Korda fazia a cobertura do evento para o jornal Revolución, veículo oficial responsável pela comunicação do governo cubano com o seu povo.

Na foto, nomeada anos mais tarde como Guerrillero Heroico, Korda registrou Che em um momento de concentração e olhar compenetrado, em pé, atrás do palanque onde Fidel Castro discursava.

Na ocasião foram tiradas duas fotografias, uma na horizontal e outra na vertical, mas nenhuma das duas foi publicada no jornal. O fotógrafo então as manteve em seu arquivo pessoal até que sete anos mais tarde, em 1967, o editor italiano Gianfranco Feltrinelli solicitou retratos do guerrilheiro a Korda, que o entregou duas cópias da fotografia. Elas foram editadas e espalhadas em cartazes quando autoridades bolivianas anunciaram a morte de Che Guevara em outubro daquele ano.

Em 1968, um ano após a morte do combatente, o artista irlandês Jim Fitzpatrick usou a fotografia para criar uma imagem em alto contraste e a registrou em domínio público. Foi então que o registro se tornou um ícone do século XX e umas das fotos mais reproduzidas do mundo.

Comunista convicto, o fotógrafo cubano nunca cobrou royalties de sua foto. No entanto, em 2000, quando uma empresa de bebidas usou a imagem em propaganda de vodka, Korda entrou com uma ação legal da qual saiu vitorioso.

O fotógrafo faleceu aos 72 anos, em 2001, vítima de um ataque cardíaco, em Paris.

Imprimindo Fotos

revelando

Como em muitos aspectos da vida diária, os avanços tecnológicos também permitiram relevantes mudanças na fotografia. Uma dessas grandes transformações ocorreu na forma de imprimir imagens.

Hoje, é possível imprimir fotos em sistemas domésticos com qualidade excepcional, no entanto, é importante aprender a utilizar da melhor maneira possível o equipamento, para assim obter impressões satisfatórias.

É claro que, em caso de fotos que serão vendidas ou expostas, você deve recorrer a sistemas de impressão profissionais. Neste caso, pesquise sobre formatos e tamanho de arquivos que devem ser enviados, para a foto ser impressa com a melhor qualidade possível.

Mas, quando optar por impressões domésticas, uma boa dica é você explorar diferentes papéis e equipamentos. Selecione dez de suas melhores fotos, imprima-as usando materiais diversos e observe qual melhor se adequa ao trabalho. Lembre-se que o papel possui diferentes texturas, pesos e superfícies. Alguns são foscos, outros brilhantes, alguns ultrabrilhantes e outros apresentam superfície mate.

A escolha do papel faz total diferença na impressão. Além das opções de papéis proprietários de ótima qualidade encontrados no mercado, há centenas de opções com acabamento, espessura e estabilidade do arquivo distintos. Tente conhecer o máximo de material de impressão possível e teste em diferentes fotos para identificar o efeito característico de cada um.

Além do papel, a tinta também é um elemento importantíssimo na impressão. Existem alternativas às tintas de marcas proprietárias, que requerem pequenas alterações no sistema de alimentação da impressora, mas podem garantir melhores resultados, com fotos mais duradouras, com melhor interpretação de cor, além da economia considerável.

  • Calibrando o monitor

A imagem que visualizamos no monitor de nosso computador é diferente do resultado que aquela imagem apresentará impressa. Para obter fotos que se pareçam com o que você vê na tela é preciso calibrar o seu monitor. Os métodos simples, de ajuste de brilho e contraste, costumam ser eficazes apenas para a criação de imagens que serão vistas exclusivamente na tela. Para que as impressões sejam realistas, é preciso recorrer a softwares profissionais de calibração de monitor e impressora. Há boas opções de programas com essa função fabricados pela Adobe. Se necessário, chame um técnico para te auxiliar nos ajustes. É um investimento que fará toda a diferença na hora de você imprimir suas fotos!

Dica extra >>>> Para guardar suas fotos impressas, experimente imprimi-las com borda estendida em uma lateral, para poder furá-las e colocá-las em um fichário.

(Referência bibliográfica – 150 lições para você aprender a fotografar/ John Easterby)

Fotógrafo de Guerra (War Photographer – 2001)

Fotógrafo de Guerra (War Photographer - 2001)A dica de hoje é para os admirados de registros fotográficos e coberturas de conflitos armados. O documentário de 2001, Fotógrafo de Guerra – dirigido por Christian Frei – retrata a trajetória profissional de um dos fotógrafos mais conceituados do gênero no mundo: James Nachtwey.

O longa acompanha a rotina de Nachtwey durante as coberturas dos conflitos, mostrando a forma de trabalho e como ele capturou algumas de suas mais conceituadas fotografias. O interessante é que, em alguns casos, uma mini câmera foi colocada no topo da câmera de James.

As imagens foram feitas nas zonas de conflito do Kosovo, da Indonésia e da Palestina e dão visibilidade e voz à dor de centenas de pessoas impactadas pela guerra.

Em seus 96 minutos, o documentário mantém o foco no exercício do fotojornalismo e com linguagem diferenciada retrata o poder da fotografia em transmitir uma realidade repleta de angústia, pobreza e caos, ao mesmo tempo que reflete a fragilidade da vida humana.

Vale muitíssimo a pena! Confira o trailer:

Fotografando Animais

035-014-Arara-02-Adriano-Gambarini-GFotografar animais, além de toda beleza e variedade que os seres vivos apresentam, nos proporciona o aprimoramento da técnica, baseado na convivência e na observação de diferentes comportamentos do reino animal. Para fotografá-los, principalmente quando se tratar de mamíferos, é preciso aprender algumas coisas.

Primeiro: animais inteligentes, como exemplo os primatas, respondem coerentemente às ações humanas, ou seja, permitem uma forma de diálogo comportamental na natureza. Se o homem adaptar suas atitudes de frente com o animal, a reação dele será favorável.

Outra lição importante é que fotografar animais pouco acostumados com gente facilita o trabalho. Quando são acostumados demais o trabalho é dificultado, pois o comportamento deixa de ser natural.

Lembre-se também que buscar a experiência e a ajuda de quem conhece os animais em seu habitat é a chave para encontrá-los e conseguir boas fotos.

A fotografia, em todas as suas áreas, se articula em duas frentes: aprender a técnica e se expressar fluentemente na linguagem fotográfica e estudar e aprender o assunto a se fotografar. Portanto, se você pretende se aventurar fotografando animais, busque intimidade com o tipo de ser vivo que você tem intenção de se aproximar.

Hoje, é possível encontrar muitas revistas e programas especializados em registros de animais. Pesquise e estude tudo que for possível sobre a espécie que você pretende fotografar. Lembre-se que o que importa nesse tipo de fotografia é localizar os animais, aproximar-se deles e capturar a imagem revelando seu modo de vida, hábitos, beleza e adaptação ao ambiente natural.

Se você possui animais de estimação treine, fotografando-os quando eles não estão atentos ao seu movimento. Também é interessante fazer trilhas e conhecer parques ecológicos onde é possível a aproximação com animais selvagens.

Explore esse universo, com variadas opções de técnica, olhar e observação dos comportamentos e formas de diferentes seres vivos. Câmera em punho e ação!!

(Referência bibliográfica: Fotografia de Natureza – Luiz Claudio Marigo)

Marilyn na Pacific Coast Highway

Marilyn-MonroeA beleza ímpar de Marilyn Monroe sempre atraiu muitos fotógrafos. Alguns profissionais construíram uma importante carreira e gravaram seu nome na história apenas por fotografá-la.

Normalmente, a beldade gostava de trabalhar com os mesmos fotógrafos, dos quais quase sempre se tornava amiga. Um deles foi André de Dienes que, em 1945, apaixonou-se perdidamente por Marilyn, que na época era uma jovem modelo ainda chamada de Norma Jeane.

Nos primeiros anos do romance, os dois viajavam muito juntos e Dienes a fotografava de forma bastante natural e espontânea.

A famosa fotografia de Marilyn sentada no meio da Pacific Coast Highway, foi feita em uma dessas viagens, em novembro de 1945, quando a atriz tinha apenas 19 anos.

O mais interessante é que Dienes registrou toda a ascensão e carreira de Marilyn Monroe. Nas primeiras fotos, como a da Pacific Coast, é possível ver a jovem com sua beleza estonteante e com ar inocente que pouco a pouco se transformou na mulher com um dos rostos mais importantes da história do cinema.

Marilyn morreu em 1962, precocemente, aos 36 anos. O fotógrafo André de Dienes, faleceu em 1985

nu-project

The Nu Project

nu-project“You are beautiful. And we want the world to know! ”

A dica de hoje é sobre um belo projeto, desenvolvido pelo fotógrafo americano Matt Blum e sua esposa Katy Kessler. Juntos, eles têm fotografado desde 2005, mulheres ditas comuns, em seus ambientes e formas naturais – sem maquiagem ou superproduções. Por sua vez, os fotógrafos não utilizam nenhuma iluminação artificial ou recurso de edição.

O objetivo do projeto é demostrar que todas as mulheres são bonitas e fomentar uma reflexão sobre o conceito de corpo belo e ideal. O resultado são registros de pessoas belas, confiantes e seguras, assumindo seu corpo e sua personalidade.

As imagens já renderam dois livros. Mais de 100 mulheres foram fotografadas e passa de 1.500 as que se inscreveram.

Para conferir o projeto na íntegra, acesse: https://thenuproject.com/

Beleza Ameaçada: A união da precisão técnica, com a sensibilidade, beleza e mistério do mundo dos pássaros

Série de Tony Genérico participará de exposição no Paraty em Foco

018001 Flying Carpet - Tony Genérico (GG)

Com mais de 40 anos de carreira, Tony Genérico é um dos fotógrafos mais conceituados do Brasil. Perito na técnica de splashes – fotografia em alta velocidade com líquidos em movimento -, tentou durante muitos anos descobrir alguma forma de fotografar o impacto de duas porções de tinta com cores diferentes lançadas no ar. E foi este desafio que levou a criação do projeto Beleza Ameaçada (Endangered Beauty Project).

Então, em agosto de 2013, com a ideia em mente, Tony construiu uma série de traquitanas, recipientes improvisados, com várias formas e tamanhos, que permitiram lançar e fotografar, de forma artesanal e sistemática, o momento de colisão das duas porções de tinta diferentes.

018004 Coloring Flight - Tony Genérico (GG)Quando finalmente conseguiu captar o momento da colisão de uma tinta amarela contra outra azul, a imagem obtida mostrava a transição das duas cores, formando uma terceira, verde. Assim, uma janela com infinitas possibilidades de combinações de cores foi aberta.

Obviamente, lidar com as colisões e impactos em frações de milésimos de segundo, envolveu inúmeras tentativas e erros. Mesmo com um planejamento apurado e equipamentos sofisticados, nunca é possível prever qual o resultado final e, talvez, esse seja um dos maiores trunfos de Beleza Ameaçada: não existem dois splashes naturais idênticos. Cada foto é única e impossível de ser repetida em seus detalhes.
No decorrer das experimentações, Tony observou que, além das transições das cores, as formas de alguns splashes pareciam ter sido provocadas pelo farfalhar das asas de um pássaro. A sensação era de que este é o segredo da natureza para combinar as cores naturais das plumagens das aves.

Daí veio a ideia de fotografar pássaros alçando voo, com as mesmas técnicas e equipamentos usados para os splashes. Já que para congelar os movimentos dos pássaros voando também é necessário usar recursos da fotografia em alta velocidade, o plano era fotografar as aves no mesmo ambiente e com a mesma qualidade e direção de luz usada nos splashes, para depois agrupar digitalmente as duas fotos.

018009 Papagaio 02 - Tony Genérico (GG)Para isso, foi construído uma tenda preta com sensor de movimento para limitar e confinar o voo dos pássaros, onde um facho de raio laser ao ser interrompido disparava o flash, que sincronizado à câmera, captava a imagem da ave em pleno voo. O poleiro, posicionado fora do enquadramento da câmera, iluminado por um facho de luz contínua, era o ponto de referência de pouso ao fim da trajetória do voo.

Após cada sessão, Tony escolhia as imagens conforme seus posicionamentos e cores e finalizava com o processo físico-químico dos splashes, colidindo as porções de tinta conforme as nuances das aves. Finalmente as imagens eram colocadas em perfeita sincronia na pós-produção digital.

Após ter desvendado os mistérios práticos para que as fotos fossem possíveis, outro desafio surgiu: no Brasil, não é permitido fotografar animais silvestres fora de seu habitat natural. Por esse motivo e após consultar biólogos e veterinários, Tony concluiu que o melhor caminho seria encontrar aves domesticadas nascidas em cativeiro, certificadas e com a anilha do IBAMA.

Recentemente, com o apoio e supervisão do Zoológico de Balneário de Camboriú e com o acompanhamento de uma bióloga e um veterinário, ele fotografou importantes espécies, algumas, inclusive, ameaçadas de extinção.

Beleza Ameaçada é uma série autentica e sensível, que faz uma bela, artística e respeitosa homenagem ao universo de encanto e mistério das aves, além de nos alertar sobre o quanto a interferência humana na natureza tem ameaçado a diversidade do reino animal.

018013 Jandaia 01 - Tony Genérico (GG)A série estará em exposição no Festival Aves de Paraty, evento incorporado ao Paraty em Foco, de 15 a 18 de setembro, no Museu do Forte, com patrocínio da Galeria Artshot, onde as imagens estão disponíveis com exclusividade.

Manoel de Barros disse certa vez que “Quando os olhos estão sujos de civilização, cresce por dentro deles um desejo de árvores e pássaros”. Com Beleza Ameaçada contemplamos este desejo em cada imagem, que apresenta a aerodinâmica do voo perfeitamente integrada com a explosão de cores, de forma única, imprevisível e de beleza hipnotizante.

O Equilíbrio das Cores

uso-das-coresEmbora os nossos olhos não notem, os diferentes tipos de cor produzem luzes diferentemente coloridas. A luz natural do dia, por exemplo, pode produzir diferentes cores em determinados horários. A visão humana se adapta automaticamente para ver apenas os tons neutros dos vários tipos de luz, isso porquê há uma tendência a se notar apenas as cores quando a fonte de luz se altera rapidamente de uma para outra ou, quando há dois tipos diferentes de luz visíveis ao mesmo tempo.

Mas, temos que lembrar que, quando se trata de fotografia, a fonte de luz usada para iluminar o tema produz uma grande diferença no resultado.

A temperatura de cor

As diferenças de cores nas luzes são expressas pela letra K (abreviação de Kelvin), na escala de temperatura de cor. Quanto mais baixa a temperatura de cor, mais avermelhada ela se mostra e mais quente a luz parecerá. Por outro lado, quanto mais alto o valor, mais azulada, tornando a luz mais gelada.

Geralmente, a temperatura de luz varia entre 1000 K, para luz de velas à 10.000 K, com iluminação apenas do azul do céu.

Como ajustar o branco?

O equilíbrio de branco é o sistema que a câmera usa para compensar as diferentes temperaturas de cores. O ajuste pode ser feito para trabalhar de diferentes formas, dependendo do efeito que se quer obter e das condições de luz predominantes.

Na maioria das câmeras, o ajuste é automático e a cor da imagem se ajusta a temperatura de cor adequada. No entanto, algumas vezes esse sistema pode ter dificuldade em diferenciar entre as cores que incidem no tema e a cor do tema propriamente dito. Quando isso acontece a câmera ajusta o equilíbrio para compensar o que ela julga ser uma invasão de cor.

Por isso, muitas câmeras possuem opções predefinidas para as fontes de luz mais comuns. Confira algumas das principais configurações para fazer o equilíbrio de branco manualmente e tente treinar, fotografando com cada uma delas:

Incandescente: Use essa opção para fotografar interiores iluminados por lâmpadas domésticas. Aqui a temperatura de cor é em torno de 3.000 K.

Luz do sol direta: Paras as luzes naturais do dia, este ajuste usa uma temperatura de cor em torno de 5.500 K.

Flash: Algumas câmeras tem um ajuste próprio com uma temperatura de cor em torno de 6.000 K, para compensar a luz ligeiramente mais fria dada por muitos flashes.

Nublado: Use esta configuração em dias com muitas nuvens. Aqui o ajuste de temperatura de cor é em torno de 6.000 K.

Sombreado: Para compensar a invasão de azul criada ao se fotografar à sombra de luz, o ajuste de temperatura é ajustado para cerca de 7.000 K.

(Referência bibliográfica: 52 lições de fotografia digital- Editora Europa)

Tennis Girl – Martin Elliott

Tennis-GirlDurante grande parte da história da humanidade, a liberação sexual não era uma perspectiva social possível. Os códigos tradicionais de comportamento eram rígidos e liberdades individuais que fugissem do padrão não eram bem vistas. No mundo ocidental, muitas das mudanças nesse panorama aconteceram entre as décadas de 1960 e 1970.

Foi justamente no meio dessa fase de transição, em setembro de 1976, que o fotógrafo Martin Elliott, na época estudante de fotografia da Universidade de Birmingham, pediu a sua namorada Fiona Butler, de 18 anos, para posar com roupa, raquetes e bolas de tênis emprestadas.

A imagem, nomeada “Tennis Girl”, é um ícone da liberação sexual e das mudanças da sociedade, que passava a ser mais permissiva e hostil aos padrões autoritários da época. Mais de 2 milhões de cópias da foto foram vendidas, além de várias versões criadas, inclusive uma feita por peças da Lego.

Elliot conservou os direitos de autor, mas vendeu os direitos da imagem à empresa Athena. Estimula-se que ele tenha ganhado com a imagem cerca de 250 mil euros.

Um fato curioso é que, em 2014, o vestido branco usado por Fiona em “Tennis Girl” foi vendido por 15.500 libras (aproximadamente R$ 60 mil) em um leilão na Inglaterra. No pacote também constavam a raquete usada na imagem e duas cópias originais do pôster.

Elliott faleceu em 2010, no Reino Unido, vítima de câncer.

A Magia de Fotografar Paranapiacaba

paranapiacabaTodo fotógrafo procura lugares inspiradores para obter boas imagens. Para os paulistanos não é preciso embarcar em um avião, ou viajar longos quilômetros para estar em um lugar que encanta e proporciona fotografias incríveis.

Paranapiacaba, distrito de Santo André, situado a 50 km de São Paulo, é um patrimônio tombado pelos órgãos de preservação nas três esferas – municipal, estadual e federal.

A vila possui ruas estreitas, cercadas por casas que remetem a atmosfera britânica, além de um visual rústico. E, por ser perto da serra do mar, o vilarejo é encoberto de neblina, gerando um visual místico, que remete a mistério e proporciona belas fotos.

A curiosidade é que a maioria das construções foi feita de pinho de riga e madeira nobre originária do Leste Europeu.

Paranapiacaba surgiu da necessidade de expandir e facilitar o transporte dos grãos de café até o porto de Santos. Até hoje, há o relógio e a antiga estação de trem na vila, locais frequentados por muitos fotógrafos.

Prepare a câmera e conheça o encantamento de Paranapiacaba!

Como Chegar

De carro: Pela Via Anchieta, siga até o KM 29 pela pista marginal, sentido Riacho Grande. Entre na Estrada Velha do Mar (SP-148, sentido Ribeirão Pires) e acesse a Rodovia Índio Tibiriçá (SP 31) até o KM 45,5, na alça de acesso para a Rodovia Antobio Adib Chamas (SP 122) até Paranapiacaba.

De ônibus: Embarque na linha 040 (Viação Ribeirão Pires) no Terminal Rodoviário de Santo André (TERSA) até Paranapiacaba.

De trem: Acesse a linha 10 Turquesa da CPTM e desça na estação Rio Grande da Serra, de onde parte o ônibus 424 (Viação Ribeirão Pires) com destino a Paranapiacaba.

A Importância do Foco

focoO foco é um dos elementos mais importantes da fotografia. As pessoas aceitam que as cores estejam um pouco “desbotadas” ou a composição seja um pouco diferente do esperado – e, em último caso, esses fatores podem ser corrigidos com programas de edição de imagem. Mas, uma foto fora de foco – a menos que feita com efeito proposital- dificilmente agrada quem a contempla. Além do que, há muito pouco a se fazer para recuperar fotografias borradas. Por isso, o cuidado no foco é uma habilidade essencial.

Foco manual

Antes que o chamado foco automático fosse desenvolvido, a única forma de conseguir uma foto nítida era focar o tema manualmente, ajustando a objetiva até que a imagem vista pelo visor óptico se ajustasse. Embora esse processe seja mais trabalhoso que os modernos focos automáticos, ele oferece ao fotografo a vantagem de escolher precisamente o que será mais focado na composição da imagem.

Com o foco manual você pode, por exemplo, focar um determinado ponto da cena para obter um efeito criativo ou assumir o controle quando as condições de luz ou de baixo contraste forem problemáticas para que o sistema automático fixe o foco no assunto. Com o foco manual você obterá melhores resultados também em fotos close-up ou com baixa profundidade de campo.

Para treinar as opções manuais de foco de sua câmera, escolha algum objeto, posicione-o sobre uma mesa e teste várias perspectivas e distâncias focais. Você pode, por exemplo, distribuir o ajuste do foco pela cena inteira, depois basear o foco apenas em um pequeno ponto e ainda focalizar somente na parte central da cena. Lembre-se de sempre comparar os resultados.

Foco Automático (AF)

Já no foco automático (AF), há três modos que o fotógrafo deve se familiarizar.  Vamos a eles:

Foco Simples – Neste modo você ativa o sistema de foco e a câmera usa um ou mais pontos focais para tentar focar. Uma vez fixado, o foco será mantido naquela distância até que você dispare.

Contínuo – Para temas em movimento, o Contínuo AF é o ideal. Neste modo a câmera detecta se o assunto está se aproximando ou se afastando e ajusta automaticamente o foco.

Auto – Nesta opção o foco automaticamente se alterna entre os modos simples e contínuo. Se o tema for estático, o foco simples é usado, mas se está em movimento a câmera altera para o contínuo.

Habitue-se a utilizar todos as opções de foco de seu equipamento e fique atento ao que cada modo altera na perspectiva da foto.

(Referência bibliográfica – Guia de fotografia para iniciantes/ 2º Edição)

Assassinato do Vietcong (1968)

vietnaEm 30 de janeiro de 1968, celebrava-se o início de uma data sagrada para os vietnamitas, por conta das festas do Novo Ano Lunar. Justamente nesse dia as forças conjuntas do Vietnã do Norte efetuaram um ataque surpresa em todo país, na operação que ficou conhecida como ofensiva Tet.

Em 1º de fevereiro daquele ano, no terceiro dia da ofensiva, o fotojornalista americano Eddie Adams, fotografou o momento exato da execução do capitão vietcong Nguyen Van Leme, pelo general vietnamita Nguyen Ngoc Loan.

Naquele instante, dois disparos foram feitos ao mesmo tempo: a pistola do general e a câmera fotográfica de Adams. A bala disparada à queima roupa perfurou a cabeça do vietcong e a imagem se tornou um símbolo da brutalidade das guerras.

Sobre a imagem e as críticas que causou ao general Nguyen, Adams disse: “As fotografias são ainda a arma mais poderosa do mundo. As pessoas acreditam nelas, mas elas mentem, mesmo sem manipulação. Elas são apenas meias-verdades. O que esta fotografia não disse foi: o que você faria se fosse o general naquele tempo e lugar, num dia quente, e pegasse o bandido que matou uma, duas ou três pessoas americanas? ”

Adams nasceu em 1933, na Pensilvânia, e começou a se interessar por fotografia ainda na adolescência. Quando serviu a Marinha dos Estados Unidos na Guerra da Coreia (de 1950 a 1953), usou toda a sua técnica e olhar para retratar a guerra. Até o fim de sua carreira, ele esteve presente em mais de 13 conflitos.

A imagem do assassinato do vietcong rendeu ao fotojornalista o prêmio Pulitzer de 1969 e mais de 500 prêmios.

A História da Arte – E. H. Gombrich

a-historia-da-arte-e-h-gombrich-edico-pocket-942211-MLB20521394816_122015-FPor definição, arte é a habilidade ou disposição dirigida para a execução de uma finalidade prática ou teórica, realizada de forma consciente, controlada e racional. Definições também esclarecem que a arte está ligada à estética, porque é considerada um ato pelo qual, trabalhando a matéria, a imagem ou o som, o homem cria beleza ao se esforçar por dar expressão ao mundo material ou imaterial que o inspira.

No que se refere a fotografia, muito se discute se ela é ou não uma forma de arte. Alguns consideram que é preciso haver técnica e destreza para que uma pessoa seja considerada artista e, no caso da utilização de uma câmera fotográfica, todos são nivelados com a mesma capacidade técnica. Todavia, após principalmente a Arte Conceitual, a ideia do artista passou a valer mais que a obra de arte em si, o que fez com que os meios de produção artística deixassem de fazer muita diferença. Assim, se uma obra reflete a visão do artista, ela é considerada arte.

Mas esta é uma pequena parte de uma intensa discussão. Para entendermos um pouco mais sobre arte, sua história, conceitos e mesmo para conhecermos referências importantes, a dica de hoje é a leitura da obra de Ernst Hans Gombrich – A história da arte.

O livro, publicado pela primeira vez em 1950, continua sendo uma das principais referências para estudantes, pesquisadores e apreciadores de arte. Em suas 700 páginas, a obra mescla textos e imagens, compilados através de um minucioso trabalho feito durante décadas pelo professor da Universidade de Londres.

A leitura é fundamental para quem busca conhecer as definições, a evolução e as transformações do conceito de arte no decorrer da História. Não deixe de ler!

Fotografia Still e de Produtos

018027 Edge Lighting - Tony  Genérico(GG)As fotos still são a representação de objetos inanimados, ou seja, parados, sem nenhum movimento. Esse tipo de imagem é uma das melhores formas de aprimorar suas habilidades fotográficas, pois você pode gastar quanto tempo quiser com as fotos, além de ter controle total sobre o objeto.

Na arte, os fotógrafos de still buscam significado, simbolismo e metáforas nas composições. No comércio, as fotos são usadas para apresentar os produtos da forma mais atraente possível para facilitar a venda.

Nos deparamos todos os dias com imagens em still de alimentos, eletrodomésticos e infinitos produtos em revistas, catálogos e anúncios. Uma forma de aprender muito é estudar as fotos em still que você considera mais atraentes. Repare como os fotógrafos repetem formas e linhas para criar padrões e usam cores complementares; estude a luz utilizada em cada foto. Antes de começar a fotografar em still, colecione imagens que o inspirem.

Outro fator importante neste tipo de fotografia é a simplicidade. Você não precisa reunir uma grande quantidade de objetos complicados para criar uma foto interessante, mas pode escolher poucos objetos que tenham algo em comum.

A composição de uma foto still deve começar com o posicionamento de um único objeto dominante. Depois, adicione os outros objetos e análise a distribuição através o visor de sua câmera. Faça testes com o ângulo da câmera até que a cena apresente os elementos de uma forma agradável e equilibrada.

O trabalho do fotógrafo still está mais em montar a fotografia do que em executá-la. Uma boa composição, enquadramento e iluminação são essenciais para uma boa foto. Saber usar objetos e superfícies também é uma habilidade necessária.

Para treinar, recrie fotos usando bonecos de brinquedo. Monte uma cena realista junto a prédios e tire fotos que explorem a ambiguidade da escala.

Você pode também, usando uma pintura famosa como referência, arrumar uma mesa com frutas e alimentos, organizar o cenário de fundo, a distribuição dos produtos e a iluminação. Faça testes com luzes diferentes e veja como se sai. Lembre-se, a foto em still é cheia de exigências e espera-se que o fotógrafo execute seu trabalho com um senso refinado de iluminação e composição.

(Referência bibliográfica: 150 lições para você aprender a fotografar – John Easterby// 2° edição)