Fotografia de Moda

068-002-Red-Buterfly-02-André-Schiliró-GA matéria prima das fotografias de moda é a mais natural e antiga de todas: a forma humana. As fotos desta categoria são quase sempre altamente estéticas. Independente da locação – estúdio, mansão ou canteiro de obras – este gênero tende a produzir belíssimas imagens por ser o retrato, literalmente, do mais genuíno dos temas.

Os primeiros trabalhos que retratavam primordialmente a beleza humana foram feitos dentro de um contexto derivado das Belas Artes. Além do que, surgiram como uma forma de adaptação às limitações técnicas da fotografia na época: a necessidade de longas exposições forçava as modelos a adotar poses estáticas.

E, embora o modo como a modelo estava vestida merecesse grande atenção na época, este quesito só passou a ser fundamental com o surgimento da fotografia de revista, que se desenvolveu paralelamente ao crescimento do consumismo, fazendo as próprias roupas se tornarem o tema principal da imagem. Assim, a fotografia de moda é fruto da indústria de revistas e foi fundamental para o estilo de vida que era definido por exclusividade, privilégio, requinte e aspiração à riqueza.

Atualmente, as imagens criadas por fotógrafos de moda têm uma conexão tão forte com o público que contribuem para mudar as tendências que sustentam a sociedade. O mais impressionante neste tipo de trabalho é a habilidade que grandes profissionais possuem de entrar em sintonia com a moral e com o clima intelectual, cultural, ético e político de um determinado período histórico. Estudar fotografia de moda é conhecer costumes de uma época. Essas fotografias são um registro histórico de nosso tempo e é isso que as faz tão interessantes!

Um bom treino para que você se habitue a esse tipo de trabalho é encontrar uma locação interessante e fazer uma seção simples, usando diversas peças de vestuário, modificando cabelo e maquiagem do modelo (que pode ser um parente ou amigo). Escolha lugares diferentes e coloridos que combinem com as roupas e o tipo de moda que você pretende retratar.

Para praticar, procure manusear diversas revistas especializadas no gênero. Escolha uma dessas publicações e faço um boneco de revista usando suas próprias fotos. Assim você pode descobrir quais seus pontos fortes e fracos. Mostre o boneco para pessoas do seu convívio para obter opiniões e sugestões.

Estude o máximo possível os editoriais de moda e lembre-se de tirar fotos que funcionem em conjunto e que fiquem bem quando colocadas em páginas que contém texto.

É interessante também trabalhar a comparação e o contraste. Por exemplo, uma modelo trajando seda pode ser caracterizada em contraste a um vasto complexo industrial escuro, marcado pela ferrugem. Unindo duas coisas que nunca são vistas naturalmente juntas você está orquestrando um drama e caracterizando a fotografia.

No caso de locações que completem a roupa, como um biquíni em uma praia do Caribe, o resultado é uma narrativa implícita e corre-se o risco do resultado ser previsível. Lembre-se de, sempre que possível, acrescentar elementos inesperados a cena.

(Referência bibliográfica: O fotógrafo completo – Tom Ang// 3º Edição)

Imprimindo Fotos

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Como em muitos aspectos da vida diária, os avanços tecnológicos também permitiram relevantes mudanças na fotografia. Uma dessas grandes transformações ocorreu na forma de imprimir imagens.

Hoje, é possível imprimir fotos em sistemas domésticos com qualidade excepcional, no entanto, é importante aprender a utilizar da melhor maneira possível o equipamento, para assim obter impressões satisfatórias.

É claro que, em caso de fotos que serão vendidas ou expostas, você deve recorrer a sistemas de impressão profissionais. Neste caso, pesquise sobre formatos e tamanho de arquivos que devem ser enviados, para a foto ser impressa com a melhor qualidade possível.

Mas, quando optar por impressões domésticas, uma boa dica é você explorar diferentes papéis e equipamentos. Selecione dez de suas melhores fotos, imprima-as usando materiais diversos e observe qual melhor se adequa ao trabalho. Lembre-se que o papel possui diferentes texturas, pesos e superfícies. Alguns são foscos, outros brilhantes, alguns ultrabrilhantes e outros apresentam superfície mate.

A escolha do papel faz total diferença na impressão. Além das opções de papéis proprietários de ótima qualidade encontrados no mercado, há centenas de opções com acabamento, espessura e estabilidade do arquivo distintos. Tente conhecer o máximo de material de impressão possível e teste em diferentes fotos para identificar o efeito característico de cada um.

Além do papel, a tinta também é um elemento importantíssimo na impressão. Existem alternativas às tintas de marcas proprietárias, que requerem pequenas alterações no sistema de alimentação da impressora, mas podem garantir melhores resultados, com fotos mais duradouras, com melhor interpretação de cor, além da economia considerável.

  • Calibrando o monitor

A imagem que visualizamos no monitor de nosso computador é diferente do resultado que aquela imagem apresentará impressa. Para obter fotos que se pareçam com o que você vê na tela é preciso calibrar o seu monitor. Os métodos simples, de ajuste de brilho e contraste, costumam ser eficazes apenas para a criação de imagens que serão vistas exclusivamente na tela. Para que as impressões sejam realistas, é preciso recorrer a softwares profissionais de calibração de monitor e impressora. Há boas opções de programas com essa função fabricados pela Adobe. Se necessário, chame um técnico para te auxiliar nos ajustes. É um investimento que fará toda a diferença na hora de você imprimir suas fotos!

Dica extra >>>> Para guardar suas fotos impressas, experimente imprimi-las com borda estendida em uma lateral, para poder furá-las e colocá-las em um fichário.

(Referência bibliográfica – 150 lições para você aprender a fotografar/ John Easterby)

Fotografando Animais

035-014-Arara-02-Adriano-Gambarini-GFotografar animais, além de toda beleza e variedade que os seres vivos apresentam, nos proporciona o aprimoramento da técnica, baseado na convivência e na observação de diferentes comportamentos do reino animal. Para fotografá-los, principalmente quando se tratar de mamíferos, é preciso aprender algumas coisas.

Primeiro: animais inteligentes, como exemplo os primatas, respondem coerentemente às ações humanas, ou seja, permitem uma forma de diálogo comportamental na natureza. Se o homem adaptar suas atitudes de frente com o animal, a reação dele será favorável.

Outra lição importante é que fotografar animais pouco acostumados com gente facilita o trabalho. Quando são acostumados demais o trabalho é dificultado, pois o comportamento deixa de ser natural.

Lembre-se também que buscar a experiência e a ajuda de quem conhece os animais em seu habitat é a chave para encontrá-los e conseguir boas fotos.

A fotografia, em todas as suas áreas, se articula em duas frentes: aprender a técnica e se expressar fluentemente na linguagem fotográfica e estudar e aprender o assunto a se fotografar. Portanto, se você pretende se aventurar fotografando animais, busque intimidade com o tipo de ser vivo que você tem intenção de se aproximar.

Hoje, é possível encontrar muitas revistas e programas especializados em registros de animais. Pesquise e estude tudo que for possível sobre a espécie que você pretende fotografar. Lembre-se que o que importa nesse tipo de fotografia é localizar os animais, aproximar-se deles e capturar a imagem revelando seu modo de vida, hábitos, beleza e adaptação ao ambiente natural.

Se você possui animais de estimação treine, fotografando-os quando eles não estão atentos ao seu movimento. Também é interessante fazer trilhas e conhecer parques ecológicos onde é possível a aproximação com animais selvagens.

Explore esse universo, com variadas opções de técnica, olhar e observação dos comportamentos e formas de diferentes seres vivos. Câmera em punho e ação!!

(Referência bibliográfica: Fotografia de Natureza – Luiz Claudio Marigo)

O Equilíbrio das Cores

uso-das-coresEmbora os nossos olhos não notem, os diferentes tipos de cor produzem luzes diferentemente coloridas. A luz natural do dia, por exemplo, pode produzir diferentes cores em determinados horários. A visão humana se adapta automaticamente para ver apenas os tons neutros dos vários tipos de luz, isso porquê há uma tendência a se notar apenas as cores quando a fonte de luz se altera rapidamente de uma para outra ou, quando há dois tipos diferentes de luz visíveis ao mesmo tempo.

Mas, temos que lembrar que, quando se trata de fotografia, a fonte de luz usada para iluminar o tema produz uma grande diferença no resultado.

A temperatura de cor

As diferenças de cores nas luzes são expressas pela letra K (abreviação de Kelvin), na escala de temperatura de cor. Quanto mais baixa a temperatura de cor, mais avermelhada ela se mostra e mais quente a luz parecerá. Por outro lado, quanto mais alto o valor, mais azulada, tornando a luz mais gelada.

Geralmente, a temperatura de luz varia entre 1000 K, para luz de velas à 10.000 K, com iluminação apenas do azul do céu.

Como ajustar o branco?

O equilíbrio de branco é o sistema que a câmera usa para compensar as diferentes temperaturas de cores. O ajuste pode ser feito para trabalhar de diferentes formas, dependendo do efeito que se quer obter e das condições de luz predominantes.

Na maioria das câmeras, o ajuste é automático e a cor da imagem se ajusta a temperatura de cor adequada. No entanto, algumas vezes esse sistema pode ter dificuldade em diferenciar entre as cores que incidem no tema e a cor do tema propriamente dito. Quando isso acontece a câmera ajusta o equilíbrio para compensar o que ela julga ser uma invasão de cor.

Por isso, muitas câmeras possuem opções predefinidas para as fontes de luz mais comuns. Confira algumas das principais configurações para fazer o equilíbrio de branco manualmente e tente treinar, fotografando com cada uma delas:

Incandescente: Use essa opção para fotografar interiores iluminados por lâmpadas domésticas. Aqui a temperatura de cor é em torno de 3.000 K.

Luz do sol direta: Paras as luzes naturais do dia, este ajuste usa uma temperatura de cor em torno de 5.500 K.

Flash: Algumas câmeras tem um ajuste próprio com uma temperatura de cor em torno de 6.000 K, para compensar a luz ligeiramente mais fria dada por muitos flashes.

Nublado: Use esta configuração em dias com muitas nuvens. Aqui o ajuste de temperatura de cor é em torno de 6.000 K.

Sombreado: Para compensar a invasão de azul criada ao se fotografar à sombra de luz, o ajuste de temperatura é ajustado para cerca de 7.000 K.

(Referência bibliográfica: 52 lições de fotografia digital- Editora Europa)

A Importância do Foco

focoO foco é um dos elementos mais importantes da fotografia. As pessoas aceitam que as cores estejam um pouco “desbotadas” ou a composição seja um pouco diferente do esperado – e, em último caso, esses fatores podem ser corrigidos com programas de edição de imagem. Mas, uma foto fora de foco – a menos que feita com efeito proposital- dificilmente agrada quem a contempla. Além do que, há muito pouco a se fazer para recuperar fotografias borradas. Por isso, o cuidado no foco é uma habilidade essencial.

Foco manual

Antes que o chamado foco automático fosse desenvolvido, a única forma de conseguir uma foto nítida era focar o tema manualmente, ajustando a objetiva até que a imagem vista pelo visor óptico se ajustasse. Embora esse processe seja mais trabalhoso que os modernos focos automáticos, ele oferece ao fotografo a vantagem de escolher precisamente o que será mais focado na composição da imagem.

Com o foco manual você pode, por exemplo, focar um determinado ponto da cena para obter um efeito criativo ou assumir o controle quando as condições de luz ou de baixo contraste forem problemáticas para que o sistema automático fixe o foco no assunto. Com o foco manual você obterá melhores resultados também em fotos close-up ou com baixa profundidade de campo.

Para treinar as opções manuais de foco de sua câmera, escolha algum objeto, posicione-o sobre uma mesa e teste várias perspectivas e distâncias focais. Você pode, por exemplo, distribuir o ajuste do foco pela cena inteira, depois basear o foco apenas em um pequeno ponto e ainda focalizar somente na parte central da cena. Lembre-se de sempre comparar os resultados.

Foco Automático (AF)

Já no foco automático (AF), há três modos que o fotógrafo deve se familiarizar.  Vamos a eles:

Foco Simples – Neste modo você ativa o sistema de foco e a câmera usa um ou mais pontos focais para tentar focar. Uma vez fixado, o foco será mantido naquela distância até que você dispare.

Contínuo – Para temas em movimento, o Contínuo AF é o ideal. Neste modo a câmera detecta se o assunto está se aproximando ou se afastando e ajusta automaticamente o foco.

Auto – Nesta opção o foco automaticamente se alterna entre os modos simples e contínuo. Se o tema for estático, o foco simples é usado, mas se está em movimento a câmera altera para o contínuo.

Habitue-se a utilizar todos as opções de foco de seu equipamento e fique atento ao que cada modo altera na perspectiva da foto.

(Referência bibliográfica – Guia de fotografia para iniciantes/ 2º Edição)

Fotografia Still e de Produtos

018027 Edge Lighting - Tony  Genérico(GG)As fotos still são a representação de objetos inanimados, ou seja, parados, sem nenhum movimento. Esse tipo de imagem é uma das melhores formas de aprimorar suas habilidades fotográficas, pois você pode gastar quanto tempo quiser com as fotos, além de ter controle total sobre o objeto.

Na arte, os fotógrafos de still buscam significado, simbolismo e metáforas nas composições. No comércio, as fotos são usadas para apresentar os produtos da forma mais atraente possível para facilitar a venda.

Nos deparamos todos os dias com imagens em still de alimentos, eletrodomésticos e infinitos produtos em revistas, catálogos e anúncios. Uma forma de aprender muito é estudar as fotos em still que você considera mais atraentes. Repare como os fotógrafos repetem formas e linhas para criar padrões e usam cores complementares; estude a luz utilizada em cada foto. Antes de começar a fotografar em still, colecione imagens que o inspirem.

Outro fator importante neste tipo de fotografia é a simplicidade. Você não precisa reunir uma grande quantidade de objetos complicados para criar uma foto interessante, mas pode escolher poucos objetos que tenham algo em comum.

A composição de uma foto still deve começar com o posicionamento de um único objeto dominante. Depois, adicione os outros objetos e análise a distribuição através o visor de sua câmera. Faça testes com o ângulo da câmera até que a cena apresente os elementos de uma forma agradável e equilibrada.

O trabalho do fotógrafo still está mais em montar a fotografia do que em executá-la. Uma boa composição, enquadramento e iluminação são essenciais para uma boa foto. Saber usar objetos e superfícies também é uma habilidade necessária.

Para treinar, recrie fotos usando bonecos de brinquedo. Monte uma cena realista junto a prédios e tire fotos que explorem a ambiguidade da escala.

Você pode também, usando uma pintura famosa como referência, arrumar uma mesa com frutas e alimentos, organizar o cenário de fundo, a distribuição dos produtos e a iluminação. Faça testes com luzes diferentes e veja como se sai. Lembre-se, a foto em still é cheia de exigências e espera-se que o fotógrafo execute seu trabalho com um senso refinado de iluminação e composição.

(Referência bibliográfica: 150 lições para você aprender a fotografar – John Easterby// 2° edição)

A Articulação de Espaços em Fotos de Paisagem

062-004-Pier-01-Duda-Teles-GGÉ um enorme desafio capturar paisagens. É preciso transmitir detalhes que são apenas uma fração do panorama original, além de manter a sutileza das cores e tons de forma aceitável.

Uma forma funcional para conseguir abordar as paisagens é articular o espaço dentro do limite de uma moldura. É um erro comum tentar capturar a cena como se ela fosse uma pequena maquete em escala. A maquete é projetada para mostrar detalhes precisos, com todos os elementos em proporção uns com os outros, mas não é assim que o olhar humana captura uma paisagem.

O segredo para dominar a foto de paisagem é aprender como manipular a escala relativa de elementos em cena, para criar assim o senso de espaço. Por exemplo, fazer com que flores que estão no primeiro plano pareçam tão grandes quanto montanhas distantes. Dessa forma, o público compartilha a sua experiência do mundo e a distorção da perspectiva, compreendendo a real dimensão dos objetos.

O que o observador vê na imagem, guiado por você, o leva a reconstruir mentalmente a área da paisagem.

Um exercício fundamental para capturar boas fotos é caminhar no perímetro que se quer fotografar, para obter melhor controle em como descrever espaços. Se observarmos as pessoas em pontos turísticos, notaremos a curta distância que percorrem antes de tirarem suas fotos. Um pouco mais de esforço pode fazer toda a diferença, pois conhecendo bem a paisagem é possível descobrir detalhes no primeiro campo ou encontrar um outro ponto de vista.

Se não houver cercas que te impeçam caminhe mais próximo do local, isso pode trazer melhores resultados do que aqueles obtidos com lentes telezoom, pois a clareza será melhorada com a proximidade. Alternativamente, você pode caminhar para um ponto de vista mais alto, livre de distrações em primeiro plano, ou que forneça as linhas principais que guiem o olhar pela composição.

Não tenha medo de usar as pernas. Caminhe e explore as possibilidades que as paisagens oferecem. Câmera em punho e ação!

(Referência Bibliográfica: O fotógrafo completo – Tom Ang// 3º Edição)

Fotografia Noturna

065012 Cerro Chato, Brasil - André Ostetto Motta (GG)Uma hora ou outra chegará o momento que fotografar à noite será inevitável. Seja para registrar uma linda paisagem sob a luz da lua ou um ponto turístico famoso, que ficará fascinante no período noturno. Então, é imprescindível conhecer algumas técnicas e habilidades novas para fazer boas imagens.

A primeira coisa que é preciso ter em mente ao fotografar à noite é que, com a exigência de tempos de exposição maiores – por conta da quantidade de luz que é menor – é essencial que a câmera fique absolutamente imóvel para evitar que suas fotos saiam borradas. Por isso, você precisará de um tripé. É aconselhável usar um cabo de disparo, pois a pressão sobre o botão pode gerar pequenos movimentos indesejados.

É importante também, sempre que fotografar a noite, configurar a câmera para o modo bulb, que mantém o abturador aberto enquanto o botão for pressionado.

Para treinar, tente capturar a luz ambiente da cidade. Tire uma foto de paisagem de algum ponto alto, tendo as luzes da cidade como cenário. Repare no brilho especial que você obterá.

Outro bom treine para fotos noturnas, que proporciona um resultado estético interessante, é tirar fotos de longa exposição em lugares que possuem luzes em movimento. Com um cronômetro, fotografe a mesma situação com diferentes tempos de exposição e compare os resultados.

Como para qualquer tipo de foto, fotografar a noite requer prática para conseguir boas imagens. Por isso, fique atento à iluminação de determinados lugares e tente fotografá-los em momentos diferentes do dia até detectar o que funciona melhor à noite. Câmera em punho e ação, agora também na madrugada.

(Referência bibliográfica: 150 lições para você aprender a fotografar – John Easterby)

Fotografando a Natureza – Árvores e Plantas

035-003-Aérea-03-Adriano-Gambarini-GGO Brasil é o maior país do mundo em diversidade de angiospermas – plantas superiores, que produzem flores. São cerca de 60 mil espécies catalogadas e milhares de outras a serem descobertas pela ciência. É, portanto, um território repleto de possibilidades para belas fotografias da natureza.

Para treinar a captura deste tipo de imagem, observe as plantas com atenção. Repare nas árvores, nas texturas, na forma das folhas e nas cores e estrutura das flores. Observe a altura, grossura e superfície dos troncos, a disposição dos galhos, enfim toda sua arquitetura. Procure estudar as diferenças de um pinheiro e de uma castanheira, por exemplo.

Mas lembre-se: observar estas características significa oportunidade de fotografia e não apenas observação botânica. Considere o universo estético e as possibilidades fotográficas desse imenso mundo verde.

Ao fotografar árvores e plantas, tente deixar as imagens originais. O registro de uma árvore não pode ser só mais o registro de uma árvore. Encontre pontos que possam revelar uma visão original da natureza.

Por exemplo, nas grandes cidades existem locais arborizados e cheios de jardim que, além de lindos, proporcionam um bom contraste para as fotos. Há plantas dentro de casas, de shoppings e de escritórios que podem render belas imagens. Mas, não se esqueça que na hora de compor a foto é preciso se certificar que o tema principal (árvore ou flor) fique em evidência, para a imagem não fugir do propósito.

Use sua sensibilidade e explore todos os detalhes e diversidade que a natureza oferece!

(Referência bibliográfica: Fotografia de Natureza -Luiz Claudio Marigo – 2° Edição)

Ética na Fotografia – Parte II

proibido-fotografar“Embora as fotografias não possam mentir, os mentirosos podem fotografar” (Lewis Hine)

Da mesma forma que devemos nos preocupar com a autorização e o uso de imagens, as situações que fotografamos e onde as fotos serão usadas devem sempre ser analisadas.

A manipulação de imagens é algo que vem sendo discutido, principalmente, pelo aumento dos recursos e das ferramentas tecnológicas.

A discussão é muito comum, por exemplo, no uso das imagens nos veículos impressos. A prática – de usar fotografias em jornais – ocorre desde 1904 e foi responsável justamente pela valorização do que é visto. Como diz a máxima: uma imagem vale mais que mil palavras.

No entanto, os problemas éticos envolvendo edição, cortes, manipulações e adulterações de imagens, são frequentes e devem ser analisadas com muito cuidado pelo fotógrafo. É comum, por exemplo, situações em que é descaracterizado o contexto real da imagem, tornando-a mais atraente ao público.

Neste sentido, devemos refletir sobre as situações que fotografamos. Imagens que retratam com sensibilidade estética e humanitária situações da condição humana são, sobretudo, recortes de mundo e de realidades que desenham uma crítica social. Mas, fotografar essas condições, independente do lugar, contexto ou situação, apenas para causar impacto emocional não é uma prática vista com bons olhos.

Por isso é imprescindível traçar limites éticos para que fotografar em determinadas circunstâncias não seja apenas um ato que explore a imagem humana.

Quando uma foto se apropria de valores estéticos para retratar momentos marcados pelo horror é comum que cause polêmica. O que devemos levar em conta na hora que estamos fotografando e mais tarde no uso da imagem em determinada plataforma ou veículo é: qual o objetivo daquela imagem? Por que ela foi tirada? É relevante para o público?

Assim, sempre que for fotografar situações sensíveis que impactam a sociedade, tente pensar que, nesses casos, o que deve ser valorizado é a critica social por trás da imagem e não somente a beleza ou impacto da fotografia.

Ética na Fotografia – Parte I: Uso da Imagem

uso-da-imagemNa modernidade percebemos claramente que não é coincidência que, ao mesmo tempo em que aumenta o número de pessoas que fotografam, cresce o receio de sermos fotografados em lugares públicos.

A sociedade e a opinião pública tem mudado sua forma de enxergar a privacidade e é fundamental para um fotógrafo adaptar seus métodos de trabalho a essa nova ordem.

Um fator histórico que colaborou para essa mudança de percepção da ética na fotografia, foi a morte da princesa Diana, em agosto de 1997. A morte, decorrente de um acidente de carro, ocorrido após Diana ser perseguida em alta velocidade por paparazzi na França, levou a alterações nas leis de privacidade do país.

Embora a mudança na legislação francesa não tenha sido adotada por outros países, ela foi um marco responsável por levar a indústria global a repensar a prática ética dos fotógrafos.

Aprender a lidar com essa questão e agir com bom senso perante os limites do público é essencial quando se fotografa. Por exemplo, independentemente da existência de leis, pedir autorização é um pré-requisito básico para fotografar em locais públicos.

É importante informar-se sobre leis de privacidade em todos os países em que trabalha. Nos Estados Unidos, por exemplo, a primeira emenda permite tirar fotos de estranhos e publicá-las em revistas, jornais ou como trabalho artístico. Todavia, a maior parte dos veículos norte-americanos pede que os fotógrafos apresentem autorização de todas as pessoas que possam ser identificadas nas imagens. Por isso, crie o hábito de sempre estar munido de autorizações.

Essas autorizações de publicação são formulários de consentimento. Na internet, é possível encontrar uma série de modelos que o ajudarão a conseguir o consentimento para utilizar suas fotos sem maiores preocupações.

Lembre-se que obter acesso a situações privadas pode parecer complicado, mas a maioria das pessoas tem o desejo de que alguém registre momentos de sua vida. Seja paciente, deixe sempre claro suas intenções e o que pretende fazer com as fotografias, assim dificilmente deixará de conseguir autorização.

Para ganhar confiança e credibilidade, reserva algum tempo para visitar as pessoas que você fotografou e mostre seu trabalho. Quando possível, dê a elas algumas fotos impressas de presente.

(Referência Bibliográfica – 150 lições para você aprender a fotografar – John Easterby)

Fotografia de Retrato

dorthea_lange_migrant_mother_nipomo_california_1024x768O que é um retrato?

Há várias formas de definir um retrato. Basicamente, é a imagem de um indivíduo reproduzida pela pintura, desenho, escultura ou fotografia.

As fotografias de retrato mostram ao menos uma pessoa, cujo rosto está entre os elementos principais da composição.

Quando pensamos em qual o maior impulso para criar retratos de outros serem humanos, a primeira e mais óbvia resposta que nos vem à mente é preservar a memória dos que amamos, como um pai ao fotografar o filho pequeno.

No entanto, como fotógrafos, devemos lembrar que o retrato também tem a habilidade de revelar o invisível. Ao fotografar retratos, sempre devemos nos perguntar qual o nosso objetivo e qual o objetivo do retratado ao permitir que a foto seja feita.

Como fotógrafos não podemos ser meros observadores. Devemos também nos ver como parte dos eventos e das vidas que testemunhamos. Nesse sentido, o retrato, se feito com cuidado, técnica e olhar atento, expressa aspectos que vão muito além dos traços físicos.

A fotografia de Dorothea Lange, conhecida como Migrant Mother (Mãe Imigrante) é um exemplo de retrato que transmite impactos emocionais. Imagem que virou símbolo da luta contra a depressão, a foto consegue transparecer a angústia e preocupação de Florence Owens Thompspn, de 32 anos, mãe de sete filhos na época da Grande Depressão.

A luz perfeita e sem sombra realça a bela arquitetura facial de Florence. Repare no toque na bochecha, que transmite a apreensão, e nos filhos que não olham para a câmera, dando ainda mais destaque as emoções da retratada.

A Grande Depressão e seu impacto econômico no mundo durante a década de 1930 foram refletidos no retrato da mulher com a face enrugada e taciturna. A imagem é um ícone do estado emocional de toda uma época e exemplifica o poder de um retrato.

Para treinar fotografia de retrato, selecione parentes e amigos e fotografe-os, sempre tentando transparecer traços peculiares de cada um. Fique atento às roupas, ao olhar e as características individuais. Após fotografar variedade de pessoas, passe as fotos para o computador e analise quais os aspectos de maior destaque que foram capturados pelas imagens.

Curiosidade

No século XIX, uma das formas mais comuns de criação de retratos era conhecida como carte de visite (cartões de visita), geralmente apresentados quando um futuro negócio ou contato social era solicitado. Em uma época sem telefones ou emails, eram esses cartões que davam uma primeira impressão a um futuro pretendente ou sócio comercial. Era comum que os estúdios alugassem roupas para os clientes a fim de apresentar uma imagem de riqueza.

Para praticar, crie o que seria um cartão de visitas para o século XIX – Use guarda-roupa, plano de fundo, luz, tempo e espaço, como se fosse apresentar a si mesmo para um estranho. Analise a imagem e identifique o que de mais característico foi retratado.

(Referência bibliográfica: Curso de fotografia de retrato – Mark Jenkinson)

Fotografia em estúdio

Imagem-Blog_shutterstock_94698193Em contraposição as imagens feitas nas ruas, em um estúdio pouca coisa é obra do acaso. Lá você terá o controle sobre tudo o que acontece, realidades podem ser criadas, controladas e alteradas. Nos estúdios você terá controle sobre o cenário, iluminação de fundo e iluminação do objeto.

Os estúdios são um conceito tão antigo quanto à própria fotografia. Nele podem ser criadas desde fotos incrivelmente complexas, como as que são feitas para anúncios publicitários, até retratos, natureza morta e a mais popular de todas as imagens: as fotos de família.

Você não precisa, necessariamente, de um estúdio enorme para conseguir fotos profissionais. Invista em um bom conjunto de luzes e use um quarto de sua casa para montar um estúdio provisório. Se possível, escolha o espaço que possui poucas janelas e tente bloqueá-las usando sacos de lixo ou lençóis pretos. Ao fundo do quarto, pendure algo para ser o fundo provisório. Estique-o bem, de modo que deixe o menor número possível de dobras. Ilumine o fundo o mais uniformemente possível instalando luzes nas duas laterais do cenário. Faça alguns testes até conseguir tirar um retrato de uma pessoa contra um fundo totalmente branco.

Lembre-se de utilizar o balanço de branco da câmera e veja a diferença que o ajuste correto faz na hora de fazer com que o fundo fique totalmente branco.

(Referência Bibliográfica: 150 lições para você aprender a fotografar – John Easterby – Editora Europa)

Fotografia externa

visão-camera-ação-cartierDesde o início da prática fotográfica um dos lugares mais explorados por muitos fotógrafos é a rua. Nela encontramos diversidade, que pode ser capturada em inúmeras possibilidades de imagens. A rua não só é palco de grandes interações humanas como também carrega a vida, a solidão, a felicidade, os desalentos e as contemplações peculiares de cada lugar do mundo. Você pode e deve explorar as ruas por onde passa com frequência, sempre tentando olhar com sensibilidade cada situação.

Ao se aventurar pelo universo de fotos externas, a paciência deve ser a maior companheira de trabalho. É preciso passar muito tempo esperando pela combinação correta de luz, objeto e timing para conseguir boas imagens.

Imagine-se como o diretor de um filme e encontre uma locação que ofereça um bom pano de fundo para a foto. Neste cenário você vai esperar, observar e antecipar o momento em que os personagens trarão vida à cena. Mas, também existirão ocasiões em que você estará andando pelas ruas quando se deparará, de repente, com uma cena que dará uma ótima foto.

Portanto, é muito importante estar sempre atento a todos os detalhes e movimentos a sua volta. O bom fotógrafo enxerga grandes imagens onde um olho despercebido não vê. O grande segredo das imagens feitas nas ruas é transformar momentos rotineiros em excepcionais e únicos.

Um exemplo deste tipo de foto é a imagem capturada por Henry Cartier- Bresson em 1932, de um homem cruzando um pedaço de terra devastada atrás da Gare Saint- Lazare, em Paris. Repare que através da habilidade e técnica de Bresson todos os elementos da foto são equilibrados e é possível sentir a atmosfera e peculiaridade daquele momento.

Para treinar a captura de imagens externas, passe um dia na rua tentando fotografar interações humanas, sempre atento a como as pessoas se relacionam entre si e com o que há nos arredores. Procure por justaposições e contrastes e experimente fazer imagens divertidas e humorísticas.

Situações sociais também são muito interessantes de serem fotografadas nas ruas. Repare atentamente nas diferenças entre as pessoas em uma determinada rua, nas roupas que vestem, em como se portam e transmita sua impressão para a fotografia.

(Referência Bibliográfica: 150 lições para você aprender a fotografar – John Easterby – Editora Europa)

Visão, Câmera, ação

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Apresentação

Fotografar é arte e como tal merece ser estudada, contemplada e aprimorada. A principal missão deste blog é auxiliar no exercício desta atividade, que é uma das mais excitantes áreas da comunicação humana e que tem no fotógrafo sua peça principal.

É importante lembrar o quanto a fotografia evoluiu. Também em questões técnicas, mas, sobretudo no papel que exerce em nosso cotidiano. Hoje, todos nós registramos e recebemos milhares de novas imagens todos os dias.

Neste blog, desmistificaremos o universo da fotografia e mostraremos caminhos, para que você leitor aperfeiçoe essa prática e crie registros fantásticos. Recortes de tempo e espaço relevantes e únicos, obtidos através de sensibilidade e técnica.

A fotografia tem o poder de elevar momentos ao patamar de memória. É uma forma de rever acontecimentos, de recriar cenários, de explorar perspectivas. Aqui, esperamos poder ajudar você a aprimorar todas as possibilidades desta arte apaixonante.

Seja bem vindo!